Introdução:
A guitarra que será construída na disciplina de Luteria de Elétricos I, do terceiro período do curso de Luteria da UFPR, é inspirada no modelo Ibanez JS. O instrumento contará com braço aparafusado, ponte estilo Floyd Rose, mão sem ângulo (estilo Fender) e pestana com trava.
O projeto segue uma proposta mais direta e funcional, sem frisos e com marcação em bolinhas. A configuração inclui dois captadores humbucker, escala de 25,5”, raio de curvatura de 16” e 22 trastes.
Materiais:
Madeira:
- Corpo: Mogno (duas partes de 470mm x 17mm x 45mm);
- Braço: Tauarí com corte radial (720mm x 80mm x 19mm);
- Escala Epê com corte radial (500mm x 60mm x 6mm) com tratamento térmico para deixá-lo com aparência de ébano.
Peças:
- 1 tensor ação dupla 44 cm.
- 2 metros de traste médio ou jumbo.
- 1 ponte estilo Floyd Rose (qualquer marca) com trava de pestana. Normalmente acompanha molas, garras para molas, barra de tensão e alavanca. Se não vier completa, essas deverão ser compradas separadamente.
- Jogo de tarraxas 6 em linha blindadas destra, pega 07.
- 1 chave 3 posições (estilo Les Paul).
- 2 potenciômetros logaritmo 500 K para instrumento.
- 2 knobs para potenciômetro.
- 1 jack blindado (caneta).
- 1 capacitor 47 nF cerâmico.
- Fios para ligação.
- 2 roldanas para correia.
- 2 captadores humbuckers.
- 2 molduras para captadores humbuckers.
- 1 neckplate e seus 4 parafusos.
- Jogo de cordas para guitarra.
- Acrílico para tampas traseiras (ponte e eletrônico).
- Parafusos diversos.
Construção do braço
O primeiro passo foi desempenar o braço, deixando uma face e uma lateral totalmente planas e em esquadro, e cortar em uma espessura próxima da final (19 mm + 1 mm de segurança). Na face plana da madeira, riscamos primeiro a linha central do braço, tomando o cuidado de não desenhá-la exatamente no centro da tábua, pois, como a mão é mais larga na parte de baixo do braço, a linha central deve ficar um pouco mais deslocada para cima na tábua. Depois disso, foi desenhada a silhueta do braço, marcando o início e o fim da escala e a posição do lock nut.
Com o desenho pronto, chegou a hora de instalar o tensor. Ele deve ficar posicionado no centro do braço, e o parafuso deve começar no centro da região do lock nut. Para fazer o sulco do tensor, foi usada uma tupia laminadora com guia lateral e uma fresa reta de 6 mm. Foram feitas várias passadas, tirando cerca de 2 mm por vez, até o tensor encaixar rente à superfície plana do braço. Depois de encaixar o tensor, passei uma régua por cima para garantir que nenhuma parte ficasse sobressalente, pois qualquer pontinha pode impedir que a escala seja colada corretamente.
Imagem 01 – Braço desenhado e com o tensor instalado.

A mão da guitarra será reta, no estilo da Fender. Para rebaixar a mão, usamos a tupia com um jig que permite remover camadas da madeira de maneira uniforme e com a profundidade controlada. Deixamos uma sobra entre a mão e o início do braço para fazer uma transição com uma leve curva. Esta curva entalhamos com a goiva e depois usamos a lixa enrolada em um cano para dar acabamento.
Imagem 02 – Marcação da profundidade a ser removida da mão.

Despois de rebaixar a mão, foi necessário refazer o contorno da mão e aproveitamos para já fazer o furo de acesso ao parafuso do tensor. Para fazer este furo, fizemos primeiro um inicio do furo com a giova, para deixar uma parede um pouco mais reta, pois como a parede curvada, a broca sempre tem a tendência de escorregar para cima. O furo foi feito com uma broca de mourão, e a uma velocidade bem baixa, com a mão direita (no meu caso como sou destro) empurrando a furradeira e com a mão esquerda na parte da frente controlando a direção da broca, inicialmente para baixo e posteriormente corrigindo a direção para fazer o furo sair bem no meio do parafuso.
O próximo passo é preparar a escala para ser colada sobre o braço. Retificamos a madeira da escala na desempenadeira, e depois acertamos a espussera da madeira na lixadeira de rolo. A espessura final é de 6 mm, mas eu optei por deixar com 6,5 mm pois a madeira ainsa será lixada futuramente.
Imagem 03 – Braço com a madeira da escala retificada por cima.

Antes de colar a escala no lugar, cortamos o encaixe dos trastes, e este é um dos pontos mais críticos da construção da guitarra, pois qualquer traste que estiver um pouco fora do lugar vai fazer com que seja impossível afinar o instrumento. Como medida de segurança, adotamos um método com redundância para fazer a medição do espaçamento dos trastes. Primeiro, cortamos um pequeno sulco no local do traste zero, lembrando de deixar espaço o suficiente para a colocação do lock nut acima.
Depois, traçamos três linhas no sentido do comprimento da escala.Encaixamos uma lâmina de estilete no sulco do traste zero, e prendemos uma regua com três sargentos, encima da escala, com o zero encostado na lâmina, como pode ser observado na imagem 04. É importante que se use tres grampos, pois algumas vezes um dos grmapos fica encima de uma das medidas que se deve marcar, e desta forma se pode tirar o grampo, sem que a régua saia do lugar.
Imagem 04 – prendendo a régua para fazer a marcação da localização exata dos trastes.

Para sabermos a localizaçõ exata de cada um dos trastes, usamos um aplicativo disponível na internet, no qual, basta dar o comprimento da corda e o número de trastes e ele calcula automaticamente a localização de cada um dos trastes. Encontramos este site simplesmente procurando no google por “fret position calculator”. Depois marcamos a localização em cada uma das linhas, e como são três linhas, caso uma das medidas fique fora, é fácil de ver qual é pois há mais duas outras medições com as quis podemos verificar o espaçamento.
Quando finalmente temos certeza de que cada uma das linhas dos trastes está no lugar exato, começamos finalmente a fazer um pequeno sulco com um serrote japonês. Para garantir que serramos reto, prendemos um bloquinho de MDF para guiar a serra, como pode ser observado na imagem abaixo. Por enquanto, o sulco deve ser fundo o suficiente apenas para marcar o local, pois a escala ainda será arredondada, e por isso serramos apenas até o sulco cobrir os dentes do nosso serrote.
Imagem 05 – Cortando os sulcos dos trastes.
Depois de serrar os slots para os trasstes, colamos a ecala no braço, e para evita que a escala se desalinha no momento da colagem fizemos alguns furos bem encima dos slots e colocamos um palito de dente para mante a escala no lugar. Para evitar que a cola entre no sulco do tensor passeu um fita por cima do sulco. Depois disso bastou passar cola em ambas as partes( escala ebraço) encaixar a escala com os palitos no buraco e depois prensar bem e deixar secar.
Imagem 06 – Colando a escala no braço
Para os trastes cortamos o braço no seu tamanho final. Começamos sesenhondo o contorno da escala, e este foi feito de acordo com a ponte e pestana que foram para este instrumento. Isso porque as vezes pode haver pequenas variações na distância entre as cordas e se esta distância for diferente daquela da planta, as corda podem acabar ficando muito próximas ou longes da lateral da escala. Desenhamos primeiro a ecala em uma folha de papel, marcamos uma linha central e a distancia de 25,5″ (comprimento total de escala). Em uma das extremidades marcamos e distância entre as cordas externas da ponte e no outro lado marcamos a distância das cordas externas na pestana (Nut). Adicionamos mais 4 milimetros na largura em ambos os lados de escala e riscamos as linhas no comprimento total de escala. Depois disso medimos o comprimenot da escala no braço da nossa guitarra seguindo o tamanho da planta (Distância do traste zero até o fim da escala no braço). Riscamos esta distância no nosso desenho e medimos a partir do desenho a largura da nossa escala na parte de baixo do braço. A mão foi desenhada utilizando um molde feito a partir da planta.
Imagem 07 – Desenhando o braço e calculando a largura da escala.

Após concluir o desenho, cortei o braço na serra-fita, deixando uma margem de aproximadamente dois milímetros. Para dar o acabamento nas laterais do braço usei a tupia com uma fresa copiadora e uma tabua reta como guia, já para dar o acabamento na mão usaei uma combinação de plaina, faca de entalhe e lixas (no bloquinho ou enroladas em um cano de pvc, para mantes as laterais no esquadro).
Imagem 08 – Coratndo o braço no formato final.
Antes de começar a arredondar o braó e a escala eu ainda aproveitei para colocar os marcadores de escala de madrepérola. Estes marcadores são colocados nas casas 3, 5, 7, 9, duas na 12, na 15 na 17, na 19 e 21. As marcações que eu comprei são de bolinha de 5mm e por sorrte bateu exatamente com a broca de 5mm que eu tinha, mas teste antes de furar a escala pra me certificar. Para marca o local das bolinha na escala eu fiz um “X” e cada uma das casa, fazendo um reta com a régua a cada aresta da casa, já na casa 12 usei as arestas da linha central para fazer o “X” em cada lada, conseguindo, desta forma centralizar as bolinhas no meio da casa, comopode ser observado na imagem abaixo. Para fixar as bolinhas fiz um fura de aproximadamente 2mm e colei as bilinhas com cianoacrilato. No final ainda passei uma lixa sobre as marcações para deixá-las na mesma altura que a escala.
Imagem 09 – Instalando os marcadores de escala.
Após colocar as marcações da escala, chegou a hora de trabalhar na parte de trás do braço, que tem o formato arredondado em forma de C. Além disso o braço também é 2mm mais fino próximo a mão da guitarra, do que perto do corpo. Por isso comecei arredontando um pequeno pedaço de refernecia próximo a mão e outro pedaço de referência próximo ao corpo, e após deixar esses dois pedaços com a curvatura desejada, removi o material entre eles até ficarem com um trasição uniforme. Comecei fazendo a curvatura com uma grosa mais grossa e depois de uma refinada na curva com uma grossa mais fina.
Imagem 10 – curvando a parte de trás do braço.
Usei uma faca de entalhe para fazer uma transição suave e natural na transição da mão e também da transição da parte do braço q vai ser parafusada no corpo. e depois usei uma lixa para dar uma suavisada em tudo. Lixando o braço com a lixa na diagonal e puxando ambos os lados para baixo, se consegue deixar o braço com uma curvatura bem uniforme, removendo qualquer desuniformidade.
Imagem 11 – Lixando a curva do braço

Além de arredondar a parte de trás do braço, ainda dei uma leve aredonadado na escala, utilizando um taco de raiar e incialmente uma lixa de grão 60, que fui diminuindo gradativamente até a lixa de gra 320, tomando cuidado para não remover os sulcos dos trastes. O taco de raiar que utilizei foi o de 14″, e este tamanho foi decidido de acordo coma curvatura da ponte.
Imagem 12 – Curvando a escala.
As marcações de escala que ficam na lateral da escala só podem ser colocadas após raiar a escala, pois como a escala afina na hora de raiar, se os marcadores forem colocados antes, as marcações acabariam não ficando no centro.
Após raiar a escal, afundei os sulcos o suficiente para encaixar os trastes (que no meu caso era até os dentes do serrote sumirem no sulco). Para colocar os trastes primeiro os corte em um tamanho um pouco maio que a largura de escala, passei um pouco de cola de ciano acrilato (conhecido popularmente como superbonder) e martelei o traste no lugar, começando pelas duas laterais e depois indo para o meio. Os traste que eu comprei vieram enrolados, e por isso já tinham uma leve curvatura, mas caso fossem retos seria necess’rio usar uma acalandra para trastes para dar uma leve curvada nos trastes, de preferencia co uma curvatura levemente maior do que a curvatura da escala.
Ao terminar de encaixar e coalr todos os traste no lugar, usei uma turquesa com a face chata para cortar os exessos dos trastes e depois usei uma lima para remover as pontas, que por sinal podem ficar bem aficadas. Para passar a lima na extremidade dos trastes eu usei uma guia que mantem a lima no angulo 90 e 60 graus. primeiro usei a guia de 90 graus para deixar as extremidades dos trastes rente a lateral da escala, depois usei a parte da guia com o angulo de 60 graus para dar uma chanfrada nas extremidades dos trastes que ficam acima da escala.
Imagem 13 – Dando acabamento nas extremidades dos trastes
Os ultimos detalhes que ainda faltam para terminar o braço é fazer os furos para as tarrachas, que fiz furando com a furadeira de bancada para garantir que os buracos fiquem retos e tomando o cuidade para deixar uma madeirinho no fundo para que a broca não lasque as bordas do burado na saida do furo.
Fazendo o rebaixo do lock-nut
O rebaixo para o lock-nut é necessário para regular a altura das cordas, e por isso a prfundidade deste rebaixo é calculada de acorda com a altura do traste e o tamanho do lock-nut. Para se calcular esta profundidade se me de ditância entre a base do lock-nut e a parte por onde a corda mizinha passa, deset valor subtraimos a altura dos trastes acima da escala e mais um 1 mm, que será o espaço deixado entre o traste e a corda, neste primeiro momento. Posteriormente, na regulagem final, iremos diminuir esta distância para melhorar a tocabilidade, porém em um primeiro momento deixaremos este espaçamento. PAra fazer o rebaixo eu serrei o local do traste zero até profundidade do sulco do luck-nut e removi o material com o formão, porém o rebaixo também pode ser feico com a tupia e um Jig apropriado.
Imagem 14 – Fazendo o rebaixo do lock-nut
Construção do corpo
O corpo da guitarra será montado em Mógno e como o pedaço que eu tinh era um mais estreito que a largura total da guitarra, o primeiro passo foi colar as duas metades uma na outra. Antes de colar passamos os duas metades na desempenadeira e na desengrossadeira, para deixar os pedaços totalmente no esquadro e já na espessura exata, que é de 45 mm no meu caso. Muitos dos meu colegas ainda precisaram fazer um ajuste fino nas laterais a serem coladas pars remover pequnas ondulações que a desempenadeira não havia tirado, porém as duas laterais já estavam perfeitas e bastou passa cola e prensar as duas metades uma na outra.
Imagem 15 – Colando as duas metades do corpo
Alguns cuidados importante na hora de colar as duas metades são:
- Garantir que as duas superfícies a serem coladas extão totalmente plaintas para ter 100% de contato entre as duas peças.
- Usar grampos o suficiente para distribuir as preção uniformemente por toda a peça.
- Usar cola o suficiente para cobrir toda a superfície, e ao precionar as duas peças uma contraa outra, um pouco da cola deve ser expremida par fora.
- Não aperte demis os grampos, pois senão a peça terá a tendencio de inclinar para cima ou para baixo (dependendo de como as forças estão atuando na peça)
- Coloque um plastico por debaixo das peças a serem coladas, para não acabar com o corpo colado na bancada ou na superfície de apoio.
- Deixar secar bem antes de remover os grampos e continuar a trabalhar na peça.
Cortando a silueta do corpo
Depois de deixar a cola secar bem cortei o corpo com a serra fica próximo a linha de silueta, dexando uma pequena margem de segurança, apenas no local onde o braço se encar no corpo deixei uma margem grande de segurança, pois como a escala e braço foram desenhados de acordo com as medidas da ponte e do lock-nut, eu não podeia levar as medidas da planta em concideração neste ponto.
Como a serra fita deixa uma acabamento bem iregular, usei um tamborzinho de lixa grossa (grão 60 ou 80) para dar um acabamento mais fino, e desta vex cheguei até a linha da silueta (exceto no encaixe da mão).
Imagem 16 – Dando acabamento na silueta da guitarra

Fixando o braço no corpo
Para fazer o buraco onde o braço se encaixa no corpo fiz primeiro um molde em MDF de 15 mm, que cortei primeiro na serra fita e depois fui ajustando com a grosa espada (uma grosa um pouco mais fina) até o braço encaixar, entrando sem folga, mas sem precisar fazer força para encaixar.
Imagem 17 – Molde do encaixe do braço
Para fazr o fura fixamos o molde no lugar do buraco e fazemos o buraco usando a tuoia com uma fresa copiadora, este trabalho deve ser feito com calam removendo no máximo 3 mm de profundidade por passada. Para posicionar o molde no lugar, colocamos primeiro o bracio encimo do corpo da guitarra no lugar aproximado de onde deve ficar e elinhamo duas reguas longas em cada uma das laterais do braço de tal forma que as reguas chege até a outra extremidade do corpo da guitarra, e então vamos ajustando o alinhamento do braço até que as duas reguas fiquei com a mesma distância da linha central co corpo. Quanto mais próximo da extremidade oposta da guitarra for feita esta medição, maior a precisão do alinhamento do braço.
Com o braço tolamente alinhado, marcamos o local onde o encaixe deve ser feito e posicionamos o molde no local de acordo com esta marcação. Fazemos o encaixe de tal profundidade que o braço fique com 2mm acima do corpo da guitarra, ficando uma pequena linha da madeira clara (tauari) a mostra entre o corpo e a escala, no local do encaixe.
Após terminar o encaixe, posicionei o neckplate no centro do encaixe e marqui o local dos 4 furos, fiz um furo de 3 mm do encaixe para a parte de trás para marcar o local da furação, que furei usando a furadeira de bancada. Depois virei a peça e medi a espessura do parafuso entre os fusos para fazer o furo final, da parte de trás do corpo para frente, com o braço encaixado. Usei uma fita para marcar o tamanho do parafuso na broca para evitar furar fundo demais eacabar atravessando e furando a escala.
Imagem 18 – Parafusando o braço no lugar

Fazendo os furos para a ponte
É de extrema importancia que a furação da ponte seja feita com a maior precisão possível, pois caso ela esteja desalinhada a pode acontecer tanto das corda não afinarem, pela fato da distância não bater com o posicionaento dos trastes, ou ainda de passarem por fora da escala, caso esteja deslocada lateralmente e por isso o primeiro passo é trassar uma nova linha de centro na guitarra, desta vez partindo do alinhamento do braço, que neste momento já está parafusado. Desta forma qualquer leve desalinhamento do braço pode ser corrigido com o ilinhamento correto da ponte.
Para trassar essa nova linha de centro no corpo da guitarra, usa-se novamente as duas réguas longas alinhas com a escala e então na extremidade mais longe do braço, se mede a distância entre as duas réguas e marca o centro, e se traça a nova linha central partindo deste ponto até o meio da escala.
Imagem 19 – Usando uam régua longa para traçar a nova linha de centro.

Assim como para fazer o encaixe da mão, para este buraco também vamos usar a tupia com um molde. Este molde é um pouco mais complexo, pois além de ter a parte dos carrinhos na ponte que é mais larga que a parte onde ficam os parafusos de entonação, ainda há partes com profundidades diferentes, sendo a parte dos pivôs (pino sobre a qual a ponte Floyd Rose se sutenta) mais rasa (7 mm), a parte do bloco de sustentação é um furo que atravessa o corpo inteiro e a parte onde ficam os parafusoso de entonação tem 13 mm de profundidade. Por isso, este molde foi cortado com o formato do buraco inteiro e foram feitas duas peças para serem encaixadas no molde e tamparem as partes com rebaixos de profundidades diferentes.
Imagem 20 – Molde da ponte
O tamanho do furo para a ponte foi desenhada a partir da ponte que comprei, pois o seu tamanho pode sofrer pequenas vairações de acordo com o fabricante. O desenho foi feio determinando primeiro o posicionamento dos pivos, que se encontram ao centro de um rebaixo de 14mm de largura. A largura do buraco é tal que tenha espaço para a ponte, com uma fola de um milímetro de cada lado. Já na parte de trás da ponte, onde se encontram os parafusos de entonação se mantem uma folga de 10 mm para permetir a regulagem da mesma.
Como este molde é um furo e não tem nenhuma parte aberta para qualquer lateral, não é possível cortar este molde na serra-fita. Fiz um furo com a furadeira e cortei próximo ao contorno do molde com a serra tico-tico de bancada e assim como no molde do encaixe da mão, fiz o acabamento com a grosa.
Para posicionar o molde no lugar se leva em concideração a nova linha de centro e com uma distância de 25,5″ polegadas do Nut até o ponto onde a corda mais aguda ne encostar no carrinho.
Na hora de tupiar o furo da ponte, comecei pelo buraco do bloco de sustentação, que atravesa o corpo inteiro. Nessa estapa eu tinha as duas peças encaixadas no molde para limitar tamanho do buraco. Depois remivo os dois pedaços, tipiei tudo o que sobrou a uma profundidade de 7 mm e no final tupiei a parte dos parafuso a uma profundidade de 13 mm.
Imagem 21 – Furos da ponte
Fazendo a cavidade que alojam as molas da ponte
A ponte floyd-rose é uma ponte flutuante, sendo sustentada apenas por dois pinos, chamados de pivôs de sustentação. Quando as cordas são instaladas, elas exercem uma tensão puxando as ponte para frente e para compensar essa tensão são instaladas molas na parte oposta (na parte de trás da guitarra) para manter a ponte no lugar.
Para fazer esta cavidade montei mias dois moldes, um no tamanho da cavidade que vai alojar as molas, e mais um molde um pouco maior, que cobre toda a cavidade, para instalarmos uma tampa que irá cubrir esta cavidade.
Imagem 22 – Moldes da cavidade das molas.
Além da cavidade para as molas, o molde da cavidade ainda possui uma parte mais larga, pois o furo da ponte possui um rebaixo na parte de trás, para que o bloco de sustentação não encoste de na parede do buraco no momento que o guitarrista for alavancar a ponte.
A cavidade das molas possui uma profundidade de 19 mm e o rebaixo embaixo do furo da ponte possui uma profundidade de 22 mm. O rebaixo da tampa foi feito de acordo com a espessura do acrilico que será usado para fazer a tampa, que no meu caso é de 2 mm.
Imagem 23 – Cavidade das molas.
Instalando as buchas do pivô da ponte.
Os pivôs da ponte possui duas buchas que são instaladas diretsmente no corpo da guitarra. Estas buchas possuem uma rosca e permitem fazer a regulagem a altura da ponte. As buchas devem ser instaladas em um furo nos quais elas entrem com certa pressão. O furo deve ser apertado o suficiente para que não seja possívem colocar e remover a bucha com a mão, mas não deve ser apertado demais, pois desta maneira pode ser que a madeira acabe rachando, ou o pivô estrague no momentaode colocar.
O posicionamento do pivô é de extrema importancia, pois ela determina o alinhamento da ponte. Para fazer o alinhamento, primeiro de poem o pivô no local onde ele irá encaixar na ponte e determina o centro do pivô. Depois de coloca a ponta no furo do corpo da guiarra, alinha a ponte com o corpo e a escala, e se confere novamente a distancia do carrinho com o lock nut. Com a ponta no lugar exato se consegue finalmente determinal o local exato para fazer os furos das buchas dos pivôs.
Antes de fazer a furação no corpo da guitarra, se faz um furo em um retalho e testa se a buxa realmente encaixa bem neste furo. Para colocar a bucha se usa a furadeira de bancada, sem bruca e poem uma madeira encima do pivô e usa o avanço do mandril para pressionar a bucha na madeira. A bucha deve entrar facilmente desta forma, se for necessário fazer muita força o furo está muito apertado. Se o furo estiver no devido tamanho, não será possível remover a bucha com a mão. Para remover a bucha proteja o pivô com uma flanela e use a garra do martelo.
Imagem 24 – Buchas dos pivôs instalados na cavidade.

Fazendo a cavidade dos captadores
Para fazer a cavidade dos captadores fazemos novamente um molde um milímetro maior que os próprios captadores. A cavidade do captador da ponte foi feito dez milímetros acima da ponte e a cavidade do captador do braço foi feito dez milimetros abaixo do final da escala. A cavidade do captador foi feito com uma profundidade de 20 mm.
Imagem 25 – Fazendo a cavidade dos captadores.
